Iniciar, fazer, persistir, desistir, reanimar-se e reiniciar. Quantas vezes, você, leitor, já começou algum projeto, persistiu neste projeto, mesmo que não desse nenhum fruto palpável, viu este projeto minguar aos poucos até definhar e, por fim, desistiu para dar lugar a outros possíveis projetos ou ideias que fossem iniciados e levados em frente?
Aí, no meio do caminho, algo acontece que te inspira a retomar um projeto comatoso, vegetante, e tentar dar nova vida a ele, insistir mais uma vez em dar voz ao que passa no seu coração e mente, que arde naturalmente desde que você era jovem e cheio de ideais e queria deixar sua marca no mundo.
Exatamente assim, com essa inspiração renovada, essa vontade de fazer dar certo mais uma vez, que eu retomo o projeto de um espaço para expressar tudo o que se passa no fundo dessa cabecinha muitas vezes fragmentada e caótica, mas cheia de coisas para trazer à vida através daquilo que eu creio fazer melhor: escrever.
Mas, escrever sobre o quê? Sinceramente, não faço a mínima ideia do que colocar neste espaço para dizer que aqui você, leitor, vai encontrar somente um tipo de texto, um tipo de crítica, um tipo de história. Pode ser uma crônica política, uma opinião socioeconômica, uma historinha sem nenhuma pretensão… Enfim, de coração, só quero tentar mais uma vez expor ao mundo tudo o que passa aqui dentro da minha “cachola”, mesmo que o mundo não tenha pedido isso.
Mas, afinal, se todos que um dia criaram alguma coisa fossem esperar que o mundo pedisse por suas contribuições — que ele nem mesmo sabia que essas pessoas podiam dar —, hoje não teríamos nada do que chamamos de sociedade moderna. Se aqueles que ajudaram a moldar o ponto em que chegamos hoje relegassem seus pensamentos ao esquecimento de apenas um momento de epifania solitário e depois voltassem para seus afazeres típicos e automáticos de seres que apenas sobrevivem, ainda estaríamos inseridos em um contexto primitivo de “fazer o mínimo para não morrer de fome e frio”.
Quer dizer que eu tenho algo para mudar o mundo de alguma forma? Não sei, talvez sim, talvez não… Mas nunca vamos saber se eu não fizer, se deixar de tentar novamente, se eu deixar morrer apenas comigo as coisas que possam inspirar alguém a fazer algo. Pode ser que, até lendo este pequeno texto, esta carta aberta a mim mesmo, você também se inspire a retomar aquele projetinho que você colocou no papel, fez menção de colocar em ação, mas aí o medo de “falhar” te fez simplesmente amassar e jogar na lata de lixo mais próxima de você. Bom, quero te convidar a vir comigo nessa nova tentativa.


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